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Checklist RH TECH

12 perguntas que todo recrutador de desenvolvedores deveria ter na ponta na língua

A ideia não é botar ninguém no paredão, mas chamar a atenção para questões importantes que precisam estar muito bem resolvidas, antes de o profissional de gestão de pessoas colocar o hunting em prática.

Se o candidato precisa estar preparado para a entrevista de emprego, o recrutador mais ainda. As empresas sabem que manter uma vaga em aberto custa tempo e dinheiro e que, portanto, processos seletivos não assertivos são prejuízo na certa. O crescimento acelerado do mercado de tecnologia trouxe novas exigências para quem trabalha com RH.

É um mercado com nichos altamente especializados, o que requer um mínimo de conhecimento técnico por parte de quem responderá pela seleção. Não é preciso saber codar, mas é essencial entender especificidades inerentes a cada tipo de programador. Esse é um daqueles assuntos que nunca se esgotam e têm merecido diversas abordagens no nosso blog, como no post O que todo RH precisa saber sobre a contratação de programadores.

A experiência da entrevista em 3 passos

Antes de partir para o roteiro propriamente dito de perguntas, construído com a colaboração de nossos especialistas em atração e retenção de profissionais de tecnologia, vamos a um pit stop para estabelecer os 3 momentos de uma entrevista.

Passo 1: preparando o clima

Esta dica inicial vale para profissionais de todos os segmentos, não apenas de tecnologia. Para aplacar o nervosismo natural dos candidatos, a entrevista deve começar com temas mais genéricos – o chamado momento “quebrando o gelo”. É quando você vai coletar informações gerais que, cruzadas com as de ordem técnica, ajudam a mapear de forma mais completa o perfil do seu interlocutor.

A verdade é que a maioria dos currículos não dão uma ideia precisa sobre o background do candidato, então, hora de entender melhor quais foram as as experiências e quais são os seus conhecimentos dele. Perguntas do tipo “Como você se tornou um desenvolvedor?” podem ser um bom pontapé inicial, pois ajudam a puxar o fio da meada da trajetória do entrevistado. Muitos especialistas acham que essa etapa, se bem conduzida, é das mais reveladoras.

Passo 2: indo ao que interessa: o que a vaga exige? quem é a empresa?

O candidato contou sobre seu passado e experiências e, certamente, deu dicas do que você pode explorar de forma mais objetiva nesta segunda etapa. Neste momento, as exigências da vaga são listadas em detalhes (você pode inclusive contribuir depois dando feedback para a sua equipe de RH sobre eventuais pontos que, ao conversar com o candidato, nitidamente não ficaram claros na descrição das habilidades e competências esperadas para aquela posição).

Momento em que se fala também dos valores da empresa, diferenciais, benefícios adicionais ao salário, e (ufa!) se alinha expectativas sobre a possibilidade de crescimento profissional (item muito importante para o pessoal de tecnologia: “que horizonte eu tenho à minha frente para explorar?”).
Quanto a esta última característica, temos visto que ela é reforçada em muitas pesquisas, como a Barômetro de TI, realizada por uma empresa de recrutamento no ano passado. Nela, 56% dos trabalhadores de tecnologia confirmaram a disposição para buscar um novo trabalho nos próximos 12 meses. Detalhe: um dos principais motivos alegados foi a sensação de falta de perspectiva de crescimento no atual local onde estão.

Passo 3: deixar tudo bem explicadinho

Aproveite para explicar para o candidato todas as fases do processo de recrutamento que ainda estão por vir. Pontue o que vai acontecer a partir daquele momento; deixe claro quais os prazos para dar uma resposta e, caso fique nítido que o candidato é bom, apesar de não se encaixar na vaga, não o perca de vista. Convide-o para participar de canais da empresa que o façam estar em contato regular com o que acontece – redes sociais, newsletters

E, agora, dicas para um roteiro básico de entrevista com devs

É claro que não é receita de bolo, mas a gente conversa com um especialista daqui, pergunta para um candidato dali, dá uma conferida em sites e livros e … Saiu!

Separamos 12 perguntas que costumam ajudar bastante no recrutamento dos melhores desenvolvedores (elas seguem a lógica dos 3 passos que falamos anteriormente – desde a “quebra de gelo” ao contato com quem se destacou, mas não é exatamente o que a vaga pede)

1- O que atraiu você para a nossa empresa?

2- De que maneira você acredita que os seus conhecimentos podem nos ajudar?

3- Conte sobre a sua experiência na empresa X e indique um trabalho que você acredita que tenha feito a diferença por lá. E por que funcionou tão bem?

4- Fale sobre como se sente quando a entrega não atende com precisão o cliente. Lembra de algum exemplo que teria feito diferente?

5- Que sites, blogs, fóruns você acompanha regularmente? Quais são as suas referências?

6- Quais habilidades e tecnologias você tem interesse em aperfeiçoar?

7- Como lida com desavenças na equipe? Você acha que trabalha melhor sozinho ou em equipe?

8- Qual foi o melhor emprego que você teve e por que o considera o melhor?

9- Que tipo de projetos motivam você?

10- O que é essencial que o seu empregador saiba sobre você?

11- O que faria com que você desistisse de aceitar uma oferta de trabalho do concorrente?

12- Existe outro cargo que interesse na empresa?

E, imprescindível: colocar a pessoa para codar!

Ao decidir que vale a pena continuar avançando com o candidato, é preciso conseguir medir de maneira prática o talento técnico dele. Desafie-o com um problema; dê algumas horas para que resolva e não pense duas vezes antes de pedir ajuda a um bom dev (de sua equipe ou consultor) para avaliar a solução proposta pelo candidato.

Nada como usar a tecnologia para escolher os top em tecnologia

A tecnologia muda tudo, a todo instante, e não tem poupado a forma de se fazer prospecção e seleção de candidatos em TI. Para o pessoal de RH, é um super desafio estar sempre atualizado em relação às novas práticas de recrutamento.

O que, por outro lado, anima bastante é o uso cada vez mais consolidado de ferramentas inteligentes, como a plataforma GeekHunter, onde a expertise da equipe, aliada ao uso de data science, traduzem com precisão as demandas e critérios de vagas do cliente, permitindo recomendar os melhores.

Além disso, economiza uma série de etapas para a seleção: oferece avaliações criteriosas de currículo e aplica testes de programação. Para você ter uma ideia, desse funil, só saem os 5% melhores, num processo de seleção que dura menos da metade do tradicional.

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Além disso, criamos um outro conteúdo sensacional com diversas dicas para te ajudar a recrutar o programador certo para o seu time de tecnologia.


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