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Como os desenvolvedores podem negociar melhor seu salário

Você fez uma entrevista para um emprego legal. Tudo correu bem até que o entrevistador pergunta: qual sua pretensão salarial? Se você está empregado e pretende mudar de emprego faz sentido pedir um valor mais alto do que ganha atualmente. Mas, e se você estiver desempregado? O quanto deve pedir sem assustar o entrevistador?

Neste post vamos dar algumas dicas de como pedir um valor justo em que ambas partes, você e a empresa, saiam ganhando.

 

Pesquise o mercado

 

A internet está cheia de informação sobre cargos e salários. Ao pesquisar, atenha-se aos valores médios, dispensando valores muito alto ou muito baixos. Aqui mesmo no site da GeekHunter disponibilizamos uma Calculadora de Salários voltada para você que é desenvolvedor.

Com a calculadora da GeekHunter, você traça seu perfil informando qual o foco da carreira, grau de senioridade e região que deseja pesquisar. A calculadora vai te dar o valor médio, menor e maior salário do perfil escolhido, baseado nos dados de pesquisas salariais feita no ano de 2016, junto com valores reais de propostas oferecidas aos entrevistados através da GeekHunter. Se quiser mais detalhes, acesse nossa pesquisa e tenha um relatório completo.

 

O salário combinado não é real

 

É muito comum prestarmos atenção somente no valor bruto do salário. Aí quando chega o primeiro contracheque vem o susto e você pensa: não foi só isso que combinamos!

Ao negociar você deve levar em consideração os valores descontados direto em folha, ou seja, seu salário líquido. Como as porcentagens descontadas variam de acordo com a faixa salarial, procure antes de saber qual a porcentagem se aplica no seu caso.

Primeiro pense no valor que gostaria de ver depositado na sua conta todo mês, levando em consideração a sua experiência e valores médios praticados no mercado. Adicione a porcentagem relativa a sua faixa salarial desejada. É a partir desse valor que você vai negociar com a empresa.

 

Estabeleça uma faixa

 

Pedir um valor fixo pode passar a impressão de que você não está aberto a negociações. Estabeleça 3 valores:

  1. o mínimo que você precisa para viver;
  2. o mínimo aceitável para suas qualificações;
  3. o salário dos sonhos (dentro da realidade do mercado).

Sua negociação deve se manter entre os dois últimos valores, mas não se deixe levar pelo embalo de escolher uma nova oportunidade apenas pelo salário. Você deve levar muito mais em consideração o propósito da oportunidade e o quanto a vaga está alinhada com as suas experiências profissionais e objetivos de carreira.

Caso tenha outras propostas, mencione para a empresa, a fim de manter o processo seletivo o mais transparente possível, porém jamais utilize isso com o objetivo de tentar elevar o seu salário. Facilmente a empresa verá o fato como algo negativo.

Utilizar outras propostas são muitas vezes uma prática utilizada  como argumento para negociar o salário na empresa atual. Tome cuidado com essa prática para ela não ser um “tiro em seus pés”. Antes de enxergar isso como uma opção, tenha certeza de que você está enxergando o momento da empresa e principalmente que você está trazendo retorno suficiente para ela.

 

Valorize suas competências

 

Você não deve negociar seu salário baseado em suas necessidades pessoais, como estilo de vida e dívidas. Você deve negociar de acordo com suas competências e experiências, ressaltando os resultados e benefícios que você trará para a empresa.

Use as características que levaram o recrutador a te selecionar a seu favor. Você já chamou atenção dele. Reforce as qualidades que te diferenciaram dos outros e apresente novas.

 

Você não recebe só o salário

 

Além do seu salário, as empresas costumam oferecer um pacote de benefícios como vale transporte, ticket refeição, alimentação, plano de saúde e odontológico. Apesar dos benefícios não entrarem na sua conta bancária, eles evitam que dinheiro saia dela. O valor dos benefícios devem ser levados em consideração na hora de negociar o salário.

Você pode se perguntar: “Por que não posso receber o dinheiro dos benefícios?”. No geral, planos empresariais são bem mais baratos que planos individuais. Então mesmo que você recebesse o dinheiro que os benefícios custam para empresa, você gastaria mais para obtê-los sozinho.

Outro ponto a ser levado em consideração é se a empresa fornece participação dos seus lucros e de quanto é essa participação.

Algumas empresas também podem financiar ou dar desconto em cursos de pós-graduação, idiomas, e até intercâmbios. Analise esse benefícios também.

No final, não olhe somente para o seu salário, mas para tudo que irá receber, e como mais importante, as oportunidades que você poderá colher futuramente no caso de fazer um excelente trabalho.

 

Benefícios não monetários

 

Outros pontos que você deve levar em consideração na hora de negociar seu salário são os benefícios não monetários, como horário flexível, liberdade para tomar decisões, ambiente de trabalho, possibilidade de home office etc.

Essas vantagens podem afetar diretamente sua saúde física e mental. Se horário é flexível, você pode dormir até mais tarde em um dia que esteja mais cansado. Também pode chegar um pouco mais tarde no trabalho para resolver problemas pessoais como uma ida ao banco.

A liberdade para tomar decisões faz com que você se sinta importante e que a empresa valoriza que você faz. Um ambiente de trabalho confortável diminui seu estresse, e a possibilidade de home office possibilita você a passar mais tempo com sua família e filhos.

 

Analise o perfil da empresa

 

Grandes empresas e multinacionais costumam pagar valores mais altos, só que geralmente essas empresas possuem ambientes mais formais, horários a cumprir e algumas burocracias.

Já Startups pagam salários mais baixos, por estarem começando e terem orçamentos menores. As Startups, porém, costumam ser mais flexíveis em questão de horário e dress code por exemplo.

Faça uma análise do seu perfil junto com o perfil da empresa para ver o que mais se adequa com a sua personalidade e suas necessidades financeiras.

 

Analise seu momento profissional e pessoal

 

Se você está na faculdade ou é recém formado iniciando na sua carreira profissional, o salário pode não ser o mais importante. Analise as possibilidades de crescimento e aprendizado futuros.

Já se você é um profissional experiente, seu salário deve acompanhar essa experiência. Talvez você possua família ou necessidades financeiras que um salário mais alto seja mais importante que algumas outras vantagens, como horário flexível.

Pode ser também que não esteja satisfeito na empresa atual. Neste caso talvez suas necessidades de bem estar pessoal superem as necessidades salariais. Seja cauteloso na busca por um novo emprego e não faça alardes sobre sua insatisfação com o atual.

Se você pretende mudar de carreira, é natural que seu salário também seja um pouco mais baixo, pois estará recomeçando em outra área. Mas só um pouco mais baixo, pois suas experiências passadas contam muito, principalmente se a troca for somente da linguagem de programação por exemplo.

Não existe fórmula para negociações, mas essas dicas podem te ajudar. Se este texto foi útil para você, pode ser para outras pessoas também. Compartilhe!

 

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