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[Cases Scrum] Gestão ágil de projetos com scrum x sem scrum

Vim contar para vocês a diferença entre a gestão de projetos com e sem o Scrum.

Antes de mais nada, o que é o Scrum? Aqui vai a definição da Scrum Alliance:

Scrum é um framework por meio do qual as pessoas podem endereçar problemas adaptativos complexos, enquanto produtividade e criatividade entregam produtos com o mais alto valor possível.

ALLIANCE, Scrum.

Certo, mas como é um ambiente sem o Scrum? Vou te contar como era um dos lugares por onde já passei na minha carreira na área de tecnologia.

Era uma produtora digital cuja fábrica de desenvolvimento tinha um alto volume de demandas, diversos projetos acontecendo paralelamente e sem versionamento dos desenvolvimentos.

É, meu amigo(a), cenário caótico é o mínimo. As equipes eram organizadas em células de conhecimento, de forma que o projeto que gritasse mais alto ganhava a prioridade, em detrimento de outras entregas com prazo prestes a vencer.

Atividades eram esquecidas, entregas eram feitas pela metade, a equipe não se falava e a integração, então, era sofrida!

Pensamos: temos que resolver essa bagunça, senão nenhum cliente vai comprar novos projetos. E vivemos disso, da recompra de clientes fiéis.

>>Leitura recomendada:
Metodologia Scrum: tudo o que um DEV precisa saber!

O que fizemos sem o scrum?

Arregaçamos as mangas e começamos pelo básico: saimos do e-mail e instalamos um sistema de controle de projetos, nesse caso o Basecamp.

Organizamos o fluxo dos projetos, passamos a gerar listas de entregas por projeto, com endereçamento para quem executaria a tarefa, integramos com o Harvest para lançamento de horas e geração de extrato de horas de timesheet.

Parecia que tinhamos descoberto a roda!

O fluxo de trabalho melhorou, mas não tínhamos volumetria de tarefas, nem controle de capacidade dos recursos.

Os braços da fábrica de software ainda não davam conta, mesmo com tantas horas extras. Então fomos mais fundo: depois de analisar diversos frameworks ágeis (XP, Kanban, Scrum), vimos que o Scrum entregava melhor o que esperávamos – a geração de valor nas entregas.

Reorganizamos as equipes de forma multidisciplinar em DEV teams, agregando os times pelas capacidades que um projeto demandava – e começamos a fazer o Daily Scrum.

Com sprints semanais, ganhamos visibilidade das entregas, comunicação entre os integrantes dos DEV Teams (que, segundo os rituais do Scrum, são equipes compostas por no mínimo 3 e no máximo 9 integrantes) e comprometimento de todas partes envolvidas no desenvolvimento, conhecidas como Scrum Team.

O Scrum Team envolvia o Product Owner, o Scrum Master e os DEV Teams. Sim, o SCRUM fez tudo isso. Como?

O Scrum faz milagres? Por que dá tão certo?

Antes de mais nada, o Scrum não é exatamente uma metodologia, embora seja conhecido assim por muita gente.

Não tem exatamente um método. O que o Scrum faz sendo um framework é implementar o método cientifico do empirismo.

O Scrum substitui o discurso de algoritmo pré-programado (metodologias) por um discurso heurístico, com respeito pelas pessoas e pela auto-organização para lidar com ambientes não preditivos e resolver problemas complexos.

Lembrando que o Scrum é um “Framework Conceitual” por ele não oferecer códigos de software aos seus usuários e apresentar recursos que visam manter estável o controle do desenvolvimento.

Tudo isso, mesmo em ambientes instáveis, onde predominam constantes mudanças no escopo de requisitos, por exemplo.

Aí o Scrum torna-se uma alternativa às propostas tradicionais existentes no mercado de desenvolvimento de software voltados para essa mesma finalidade, como o Rational Unified Process (RUP). (SUTHERLAND, Jeff. Guia do Scrum).

Para quem não sabe, Jeff Sutherland é ninguém mais ninguém menos do que o criador do framework Scrum.

Certo, mas se eu for aplicar o Scrum para resolver um problema de um projeto que não consigo entregar, vai funcionar?

Se o seu projeto tem data de início, término com um objetivo a ser atingido, necessita de menos gente e menos tempo para ser desenvolvido, precisa de mais resultados e entregas com mais qualidade e menos custos, sei que soa bom demais para ser verdade, mas a prova está nos resultados. Funciona mesmo.

Case Scrum, por Jeff Sutherland

pessoas em reunião com papéis

Veja um bom exemplo da eficiência do SCRUM em um case citado no livro de Jeff SutherlandScrum – a arte de fazer o dobro de trabalho na metade do tempo“:

O projeto Sentinel do FBI, um sistema de gerenciamento de casos digital que substituiria os arquivos em papel, consumiu mais de 600 milhões de dólares.

Após 10 anos sem sucesso em sua conclusão, prestes a ser abandonado, tomou-se a decisão de internalizar sua gestão utilizando o SCRUM.

Tratava-se do aguardado projeto para um novo sistema de computação que efetivamente trouxesse o FBI para a era moderna. E o problema da não conclusão era a maneira como as pessoas estavam trabalhando. “

Scrum – a arte de fazer o dobro de trabalho na metade do tempo

Resumidamente, em dois anos 21 sprints foram concluídas, entregando o desacreditado sistema.

E nas paredes, um pôster grande com os princípios do “Manifesto Ágil” para que os participantes que assumiram a responsabilidade pelas entregas – apesar do ceticismo nos relatórios geralmente secos do Inspetor Geral (IG)– lembrarem sempre de sua missão.

Se você chegou até aqui, consulte o Scrum Guide e mergulhe ainda mais neste framework, que pode mudar para sempre e para melhor o desenvolvimento de software na sua empresa. Boa sorte!

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