Hunting Descomplicado: 5 dicas para tornar mais eficaz a busca por desenvolvedores

Recrutamento é uma coisa, tortura é outra! Não transforme a seleção de colaboradores na pior experiência da sua vida – e da vida dos candidatos!

Parece inacreditável, mas uma pesquisa recém-publicada pela hired.com mostra que 8 em cada 10 job seekers apontam o processo de seleção como mais estressante do que uma mudança de endereço (!), a organização de um casamento (!!) ou mesmo um tratamento de canal no dentista (!!!).  Só a possibilidade da morte (toc-toc-toc) ganha do nível de sofrimento causado pela busca por um emprego. Apesar de a pesquisa ter sido realizada no Reino Unido, ela cai como uma luva para o que se vive hoje no mercado brasileiro.

A procura pelo job perfeito na área de tecnologia exige do profissional tanto empenho que a dedicação de alguns é full-time  – e ainda assim frustrante para a maioria. Não bastasse o desafio do mercado, ainda é preciso nervos de aço para contar até 10 quando parentes e amigos teimam em se referir ao dev como “o cara do computador”.

Enquanto isso, do outro lado do balcão…

Quase metade dos hiring managers ouvidos no estudo citado anteriormente reclama da falta de qualificação dos aspirantes às vagas. Em português claro: não está fácil para ninguém. A boa notícia é que dá para melhorar bastante o cenário de job hunting para ambas as partes. E essa mudança, a grosso modo, pode começar pela decisão de repensar algumas práticas de recrutamento. Já falamos um pouquinho disso neste post do blog.

Encontrar a pessoa certa para a vaga certa é ciência, porque usa método, além da sensibilidade. Garantir a movimentação correta de contratantes e contratados nesse tabuleiro é também uma arte. Não à toa, o desafio de selecionar, atrair e reter tem sido cada vez mais reconhecido como um evento empresarial estratégico e, por que não, vital para as organizações. Isso vem ganhando tanta força que cursos de Administração e entidades/instituições voltadas à formação ou atualização de profissionais da área de gestão de pessoas estão revendo os seus conteúdos e incluindo ferramentas que ajudem a mapear perfis mais compatíveis com as vagas.

Listamos agora 5 passos para tornar o processo de seleção mais eficiente e bem menos doloroso para o recrutador – e consequentemente para o candidato:

1° Dica: Seja completamente transparente

Lembre-se sempre de que, do lado de lá, está alguém disposto a começar de novo. E isso é para os fortes!

Deixe claro como será o processo; quais as expectativas da empresa em relação ao candidato e trate dúvidas como ervas daninhas: extermine-as sem piedade. Pense em todo o tempo que dedicou para a identificação e filtragem do aspirante à vaga.

A verdade é que processo de contratação mal feito é despesa; bem feito, um superinvestimento. Portanto, não vire um vilão de si mesmo, um alimentador da alta rotatividade de colaboradores, por acreditar que, mais adiante, isso tudo se resolve. Deixe claro desde o inicio tópicos como:

  • Qual é o projeto ou produto;
  • Qual é a plataforma de desenvolvimento;
  • Quais são as tecnologias utilizadas;
  • Qual é o processo de desenvolvimento;
  • E, é claro, o básico: horário e local de trabalho (remoto é uma possibilidade?), possíveis viagens e outras políticas da empresa.

2° Dica: Perfis inovadores = equipes inovadoras

Seja direto ao elencar os pontos mais relevantes para a sua decisão.

Além de funcionar como um bom filtro, isso ajudará o candidato a trabalhar eventuais fragilidades que andam emperrando a evolução profissional dele. Afinal, o mundo é redondo e, mais a frente, a pessoa não aproveitada hoje pode se transformar no grande contratado de amanhã.

Para a empresa crescer, os colaboradores devem sentir claramente que o ambiente é, mais do que favorável, comprometido também com o crescimento de seu time. O grande diferencial de empresas de TI inovadoras é contar com… equipes igualmente inovadoras! Nós já abordamos isso neste outro conteúdo.

3° Dica: Teste, teste e teste

Os candidatos com bom perfil comportamental que nos perdoem, mas avaliação técnica ainda é fundamental. Uma coisa não exclui a outra.

Simule situações reais que serão enfrentadas pelo aspirante a colaborador no dia a dia. Desafie-o. Hands-on! É na hora do “vamos ver” que os diferenciais aparecem. Ou não…

Hoje, a prática de juntar-se ao time de TI da empresa para criar os testes é o mais comum. Porém, já existem ferramentas online que testam esses profissionais e que são uma mão na roda para prevenir ao máximo os chutes na trave na hora da contratação. Há uma verdadeira revolução em marcha nessa área. Nós, da Geekhunter, fazemos parte dela 🙂

Em tempo: CTOs, RHs e cia., não caiam na tentação de se lançar à busca do candidato impossível. É cilada! Mais vale na mão um currículo clássico de um desenvolvedor disposto a não estagnar do que insistir em candidaturas quase ficcionais. Mas isso merece um outro post.

4° Dica: Explore as vantagens competitivas da sua empresa

Sim, é mais do que apenas remuneração. Foi-se o tempo em que se anunciava a vaga, o salário e pronto. Pesquisa conduzida pela Netguru ouviu programadores de diferentes nacionalidades para saber o que passa pela cabeça desses profissionais quando procuram por um novo trabalho. Bingo! A perspectiva de participar de um projeto interessante é o que 85% priorizam. Sim, desenvolvedores querem ser felizes com o que fazem.

Por isso, mãos à obra: capriche na divulgação do combo completo de benefícios oferecidos pela sua empresa, o seu Total Rewards: as possibilidades de aprendizagem e crescimento; as ações recorrentes de reconhecimento.

Incorpore seu espírito vendedor e destaque o quão vantajoso é fazer parte deste time; mostre que se importa com a equipe, que investe na qualificação e no bem-estar dela e que defende valores cada vez mais em alta, como o diálogo aberto (se isso, é claro, realmente fizer parte do seu culture code. Caso contrário, pule essa parte). Mas fica aí um belo e urgente dever de casa para a empresa 😉

5° Dica: Otimize seu tempo e invista em inteligência

Invista em tecnologia para simplificar e tornar mais eficaz o seu processo seletivo. Há plataformas que usam inteligência artificial para otimizar o trabalho dos recrutadores.

Imagine receber uma listagem já pré-selecionada e com as competências e habilidades devidamente classificadas! Já pensou no valor de profissionais já testados e sistemas de recomendações inteligentes para completar as suas vagas?

Essas ferramentas podem diminuir em quase 50% o tempo – e o martírio – do processo de seleção. \o/

Para saber mais sobre plataformas que automatizam boa parte do processo seletivo e têm o poder de disponibilizar para o mercado a elite dos profissionais de TI, realize seu cadastro abaixo!

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