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Onde estão as programadoras do seu time? Faça da diversidade uma estratégia da sua empresa

Como recrutar as melhores profissionais para o time de TI e ainda fazer com que a diversidade de gênero jogue a favor da sua empresa.

Se a vida é cheia de ironias, o mercado de trabalho não foge à regra. Tem dedo feminino na escrita pioneira de programas para uma máquina projetada lá pelos idos de 1800. O primeiro algoritmo criado para ser processado por um computador leva a assinatura da matemática inglesa Ada Lovelace. E, desde então, o legado deixado pela “mãe da programação” faz história; o sexo feminino vem dominando boa parte do segmento de tecnologia em todo o mundo e… Oi? Ah, é verdade… estávamos falando de ironias ☹

Vamos à realidade

A PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), do IBGE, de 2016, mostra que apenas 20% dos mais de 580 mil profissionais que atuam no mercado de Tecnologia da Informação são mulheres. E o problema está longe de se restringir ao Brasil. Um estudo do Governo norte-americano, de 2014, diz que elas correspondem por lá a restritos 25% do mercado e chegam a ganhar até 10 mil dólares menos do que os colegas homens.

E, para fechar essa análise preliminar de dados sobre a participação de mulheres nesse mercado, um ranking com as maiores empresas do mundo feito pela Standard & Poor’s registra o cenário em algumas ícones do setor de tecnologia:  no Facebook, o percentual de presença feminina é de 31%, enquanto no Google, na Apple e no Twitter, 30%. E mais: só 10% de aportes financeiros vão para startups comandadas por mulheres, alerta um levantamento da Harvard Business School.

Para tudo!

Mas não é que, na primeira turma de computação do IME (Instituto Militar de Engenharia), em 1974, 70% dos alunos eram mulheres?

Quando é que o negócio degringolou?

Onde é que as mulheres passaram do sucesso à exceção?

O que o profissional responsável por identificar e atrair talentos precisa ter em mente quando se trata de recrutar as top profissionais mulheres?

Talentos iguais, mas motivações diferentes

Especialistas são unânimes em apontar que há diferença nas motivações dos profissionais de homens e mulheres. A raiz do problema seria cultural e já começa a ser semeado na mais tenra infância. No livro Unlocking the Clubhouse: Women in Computing (algo como “Adeus ao Clube do Bolinha: Mulheres na computação), a pesquisadora Jane Margoles chama a atenção para o fato de metade das família norte-americanas elegerem como o destino do PC doméstico o quarto do filho homem.

Os estereótipos são coisas difíceis de lidar. Estão impregnados no grande caldo cultural das sociedades e, por isso, passam despercebidos muitas vezes. Vejamos os brinquedos das crianças, por exemplo, que obedecem uma lógica de gênero: para as meninas, vale tudo o que remete ao dia a dia de um lar – bonecas (filhos), panelas, vassouras, enquanto os meninos são estimulados à criatividade, com binóculos, trens, legos…

Calma, nem  os professores sabem lidar com elas

E lá vêm os dados da PNAD, 2016, nos dar outro choque de realidade: 79% das mulheres que entram nas faculdades da área de tecnologia abandonam o curso no primeiro ano. Cá para nós, é difícil mesmo travar uma constante luta pela sobrevivência naquele ambiente em que se é tratada como um mico-leão dourado: se desperta mais curiosidade do que admiração e respeito.

Bárbara Castro, doutora em Ciências Sociais e professora do Departamento de Sociologia da UNICAMP, vai direto ao ponto:

A associação da área tecnológica e de exatas como o universo masculino, processo histórico e socialmente construído, é reproduzida e incorporada pelos indivíduos nos processos de socialização escolar e familiar. Além disso, o reconhecimento da TI como área dinamizadora da economia mundial conferiu a ela prestígio e poder, atraindo os antes desinteressados homens a um campo profissional de reconhecida relevância.”

Sem mimimi

Não se trata de se entrincheirar contra os homens, mas garantir postos de destaque e igualdade de luta neste front! Vamos listar de maneira bem objetiva um resumo do que especialistas afirmam que as mulheres realmente levam em conta na hora do “sim” ao emprego.

1- Neutralidade de gênero, já na descrição do job

A empresa precisa deixar claro que está à procura dos melhores, de ambos os sexos. Cuidado com os escorregões no texto. Especialistas dizem que em vez de expressões como “profissional agressivo, hard-driving”, boa parte das mulheres se identifica mais com características como motivação, entusiasmo e disposição.

2 – Igualdade de salários

Nada de vir com a velha pegadinha “responsabilidade masculina, salário feminino”. As mulheres querem ter a certeza de que a igualdade de gênero é algo genuíno no cardápio da empresa. O desempate entre candidatos não pode privilegiar a mulher pelo simples fato de ela possibilidade corresponder a um salário menor.

3- Pretende ter filhos?

Muitas já ouviram essa pergunta em processos seletivos  – feita de maneira direta ou indireta. Alto lá! O ser humano vai continuar formando família, como tem feito desde o início da espécie. A Pew Research Center fez uma pesquisa que mostrou que 51% das entrevistadas disseram que ter virado mães lhes deu ainda mais garra para avançar nas carreiras, enquanto apenas 16% dos homens viram na paternidade esse estímulo extra.  Uma política family-friend clara, portanto, será um grande diferencial na atração delas.

4- Ambiente colaborativo

Segundo especialistas, mulheres são mais propensas a valorizar o trabalho em equipe; têm as expectativas de que as empresas incentivem a instalação de um clima colaborativo; querem sentir que os colegas estejam ali por elas. Ambientes que estimulam o individualismo acabam com menor taxa de retenção de talentos femininos.

5- Sem distinção

Acesso a cursos, promoções, programas de incentivo, postos de liderança. As mulheres esperam olhar para o horizonte e ter uma trajetória a ser percorrida, com incentivo  prático para aquisição de novos conhecimentos.

6- Flexibilidade

Flexibilidade de horário é uma grande vantagem perante a todos os públicos, em especial o feminino, atestam os estudiosos. Ter a autonomia para gerenciar a agenda do trabalho e da vida, equilibrando esses dois mundos, vitamina o vigor e a criatividade em todos os planos.

RH e igualdade de gênero

A igualdade de gênero na atividade de recrutamento é um tema que tem evoluído bastante e mobilizado profissionais de tecnologia do mundo todo. Separamos abaixo alguns sites bacanas para entender melhor esse movimento mulheres X mercado de TI:

Por aqui, temos:

railsgirls.com

anitas.com.br

brasil.pyladies.com

brazil.girlsintech.org

E na gringa:

girlswhocode.com

www.codefirstgirls.org.uk

Neste movimento de empoderar as mulheres e aumentar a participação no mercado de tecnologia, destaque para eventos internacionais, como o Girls Power Tech da CISCO. Anualmente, reúne em todo mundo jovens estudantes de tecnologia para conhecer a empresa, ouvir relatos de profissionais da área e se sentirem encorajadas a seguir carreira na área.

Para concluir, separamos aqui, um documentário em que profissionais da Bloomberg, American Express, Microsoft and PwC falam um pouco do que é ser mulher na área de TI.

Mas onde encontrar AS melhores? Ora, no mesmo lugar DOS melhores!

A melhor maneira de recrutar talentos é buscar soluções que compartilhem dessa crença na paridade de competências entre homens e mulheres e acreditem na vantagem de um ambiente que cultiva a diversidade. Na Geekhunter somos assim! Todo o nosso trabalho de busca e seleção de talentos para área de tecnologia segue essa cartilha.

Vivemos o dia a dia dos processos de seleção e sabemos que são complexos, independentemente de gênero. Por sorte, existem ferramentas para ajudar a filtrar uma base qualificada para recrutamento e, assim, deixar a tarefa mais ágil, eficaz e – por que não – um instrumento para uma ocupação mais equilibrada das vagas de trabalho entre homens e mulheres.  

Acompanhe os nossos posts e conheça uma plataforma inteligente para contratação dos melhores desenvolvedores do mercado, sejam homens ou mulheres 😉

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