Manifesto Ágil

O que é o Manifesto Ágil: direto ao ponto!

O Manifesto Ágil é um pequeno documento de texto baseado em 4 valores e 12 princípios para o desenvolvimento ágil de software.

Com certeza você já deve ter ouvido falar sobre esse tal Manifesto Ágil, mas você realmente sabe o que foi esse manifesto? Confira este artigo e fique por dentro de tudo sobre o assunto, direto ao ponto!

Quando surgiu o Manifesto Ágil?

O Manifesto Ágil foi publicado nos dias 11 a 13 de fevereiro de 2001 como um trabalho de 17 desenvolvedores de software interessados em buscar uma alternativa aos atuais processos de desenvolvimento de software.

Quem foi o pivô inicial do Manifesto Ágil?

Um grupo de desenvolvedores da comunidade do eXtreme Programming (XP) se reuniu para discutir diversos pontos que envolvem o processo de desenvolvimento.

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Durante essa reunião, temas como burocratização do processo de desenvolvimento de software e a verticalidade em si do sistema foram abordados de forma enfática.

Então, novos métodos começaram a ser levantados em pauta, os Lightweight Methods. Estes visavam combater a formalização exagerada dos projetos, como era o caso do Big Design Up Front ou BDUF. Mas, no fim das contas, percebeu-se que havia um buraco entre os dois métodos. Não havia um meio termo entre os modelos apresentados.

Foi aí que Robert Cecil Martin, o “Uncle Bob”, bateu a mão na mesa e disse que ali não era o local e nem o momento de decidir isso, deveria ser marcada uma nova reunião com foco exclusivo em preencher esse vazio.

Onde e como surgiu o Manifesto Ágil?

Foi em Utah, numa segunda reunião ocorrida nos dias 11 a 13 de fevereiro de 2001. Neste novo encontro, todos os 17 desenvolvedores envolvidos decidiram que o conteúdo da reunião deveria ser documentado.

Foi por este motivo que eles resolveram elaborar o tal documento que se transformou em algo muito maior do que eles poderiam imaginar: o Manifesto para o Desenvolvimento Ágil de Software, ou simplesmente Manifesto Ágil (Agile Manifesto).

Quem criou o Manifesto Ágil?

Manifesto Ágil
2001, uma “Odisséia Ágil”

Eis a lista de nomes da “Aliança Ágil” – sim, esse foi o termo que eles usaram para dirigir a si mesmos enquanto assinantes do manifesto:

  • Robert C. Martin, o “Uncle Bob”
  • Ken Schwaber, co-criador do Scrum.
  • Jeff Sutherland, o inventor do Scrum.
  • Kent Back, co-criador da eXtreme Programming (XP).
  • Ron Jeffries, co-criador da eXtreme Programming (XP).
  • Mike Beedle, co-autor de Desenvolvimento Ágil de Software com Scrum.
  • Arie van Bennekum, da Integrated Agile.
  • Alistair Cockburn, criador da Metodologia Ágil Crystal.
  • Ward Cunningham, criador do conceito wiki.
  • Martin Fowler, desenvolvedor parceiro da Thoughtworks.
  • James Grenning, autor de Test Driven Development.
  • Jim Highsmith, criador do Adaptive Software Development (ASD).
  • Andrew Hunt, co-autor de O Programador Pragmático.
  • Jon Kern, atuante até os dias de hoje em assuntos de agilidade.
  • Brian Marick, cientista da computação e autor de vários livros sobre programação.
  • Steve Mellor, cientista da computação e um dos idealizadores da Análise de Sistema Orientado a Objetos (OOSA).
  • Dave Thomas, programador e co-autor de The Pragmatic Programmer.

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Quantos princípios têm o Manifesto Ágil?

O Manifesto Ágil tem 12 princípios que foram elaborados e apresentados ao mundo pela Aliança Ágil.

Com estes princípios, o objetivo principal do Manifesto Ágil é servir como um guia que aponta os rumos de um time ágil visando a potencialização de seus projetos e a escalabilidade em seus resultados.

Quais são os 12 princípios ágeis?

Por definição, os 12 princípios para a prática do desenvolvimento ágil são:

  1. Satisfação do cliente: A maior prioridade está em satisfazer o cliente por meio da entrega adiantada e contínua de software de valor.
  2. Mudança em favor da vantagem competitiva: Mudanças de requisitos são bem-vindas, mesmo em fases tardias do desenvolvimento.
  3. Prazos curtos: Entregar software em funcionamento com frequência, desde a cada duas semanas até a cada dois meses, com uma preferência por prazos mais curtos.
  4. Trabalho em conjunto: Tanto pessoas relacionadas a negócios como desenvolvedores devem trabalhar em conjunto, diariamente, durante todo o curso do projeto.
  5. Ambientação e suporte: Para construir projetos ao redor de indivíduos motivados, é preciso dar a eles o ambiente e o suporte necessários, confiando que farão seu trabalho.
  6. Falar na cara: O método mais eficiente de transmitir informações tanto externas como internas para um time de desenvolvimento é por meio de uma conversa cara a cara.
  7. Funcionalidade: Um software funcional é a medida primária de progresso.
  8. Ambiente de sustentabilidade: Processos ágeis promovem um ambiente sustentável, com patrocinadores, desenvolvedores e usuários sendo capazes de manter passos constantes.
  9. Padrões altos de tecnologia e design: A contínua atenção à excelência técnica e ao bom design aumenta a agilidade.
  10. Simplicidade: Fazer algo simples é dominar a arte de maximizar a quantidade de trabalho que não precisou ser feito.
  11. Autonomia: As melhores arquiteturas, os requisitos e os designs emergem de times auto organizáveis.
  12. Reflexões para otimizações: Em intervalos regulares, o time reflete em como ficar mais efetivo, então, se ajustam e otimizam seu comportamento de acordo.

Quais são os 4 valores do Manifesto Ágil?

Além dos 12 princípios, o Manifesto Ágil reconhece que processos, ferramentas, documentação, contratos e planos podem ser importantes para qualquer projeto desde que alinhados com seus valores ágeis, entenda melhor com este vídeo sobre os pilares do manifesto ágil:

Valor ágil I – Indivíduos e interações acima de processos e ferramentas

Desenvolvimento de software é uma atividade humana e a comunicação em si pode ser uma grande aliada durante todo o processo de desenvolvimento, diminuindo ruídos e aproximando pessoas.

Processos e Ferramentas são importantes, claro, mas devem ser usados de forma pragmática.

Valor ágil II – Software funcionando é melhor que documentação abrangente

Mais que seguir um plano, software em pleno funcionamento é o melhor indicador possível de que o trabalho foi bem executado.

Clientes pagam por resultado e não por um plano bem elaborado que nunca vai sair do papel.

Valor ágil III – Colaboração com o cliente acima de negociação de contratos

Jamais atuar contra o cliente ou colocar ele contra o time de desenvolvimento. A palavra de ordem é: colaboração.

A tomada de decisões deve sempre estar de acordo com os objetivos do cliente.

Valor ágil IV – Responder a mudanças ao invés de seguir um plano

Utilizar os feedbacks obtidos durante o processo mais a observação do cenário são fatores fundamentais para darmos respostas rápidas sobre os rumos da operação envolvida.

Não significa que não devemos ter um plano, mas que devemos estar preparados para qualquer mudança, como um velejador experiente é capaz de mudar a posição das velas para seguir ao destino final evitando ser desviado de seus objetivos.

Quer saber mais? Acesse o site original do manifesto. 

E você, utiliza realmente os princípios citados no manifesto? Qual a sua opinião sobre o assunto?

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